Sassaricando-nos
Quatro por quatro

Me veio à cabeça o assunto intimidade. O fato é que isso falta. Falta muito, falta quase sempre.

Existe um tipo de intimidade que você expõe: tomar banho junto, roupas íntimas, beijos e afagos. Eu chamaria essa intimidade de banal, por incrível que pareça. É uma intimidade fácil, que oferecemos fácil a alguém com quem criamos vínculos sexuais.Há, em contrapartida, intimidades dificílimas. Sabe as notas que você escreve para si mesmo quando não pode esquecer-se de algo, bilhetinhos e anotações espalhadas no caderno? Ou até mensagens de texto? Odeio que mexam nisso. Odeio que leiam, principalmente. Esse tipo de intimidade me assusta, talvez por eu ter um lado compulsivo por listar tudo (tudo mesmo) que eu preciso fazer.  Listo até o que eu não preciso fazer, coisas como “não tenho aula hoje!”. Entenda, não quero que você saiba que hoje é meu dia de “lavar as calcinhas brancas”, ou de “encontrar uma nova motivação para malhar”.

Há também o tipo de intimidade diária, aquelas pequenas coisas que você só nota quando realmente convive com alguém. Particularmente eu não consigo relaxar estando vestida em casa. Vestida assim, de camisa, sapato e engomada. Casa pra mim é onde posso estar completamente confortável, com-ple-ta-men-te. Então uso roupas largas, camisetas e pijamas, o dia inteiro, doa a quem doer. Enquanto eu estiver em casa, estarei assim. O mais maluco é que eu não deixo qualquer um vislumbrar essa minha intimidade diária. Se eu sou capaz de lhe receber trajando camisetas e meias coloridas ao mesmo tempo, é porque eu te acho realmente muito íntimo. E isso vale para amigos também. Sabe aquela sensação de “tem gente vindo me visitar, melhor eu colocar uma roupa legal”? Quando eu consigo ultrapassar essa barreira, sou íntima do fulano. Mas não necessariamente desejo o fulano.

Mais doido ainda é saber que intimidade não é felicidade e muito menos desejo. Quantas vezes vemos gente arrotando e outros fazendo careta? Até peidam na frente dos outros e tudo bem. Desculpem-me os efusivos defensores da intimidade extrema como meio de vida, mas eu detesto isso em relacionamentos amorosos. Seu amigo pode fazer isso: é seu amigo, você não vai sentir desejo por ele (ou não deveria, fica a dúvida). Mas um namorado peidar na sua frente assim, sem cerimônias, pra mim soa falta de respeito. Tenho amiga até que terminou um relacionamento por esse “fator x”. Uma vezinha ou outra, escapou, ok a vida continua. Mas todo dia fica impossível.Ultimamente não gosto nem de fazer xixi de porta aberta. E odeio ficar ouvindo o outro fazer  também. Pra que existem portas, afinal?


Quero comer no teu prato,
Calçar os meus pés nos teus sapatos…
E arrastar…


Gosto quando eu vejo essa preocupação no outro, esse “quero te agradar”. Não é lindo ver que alguém catou as meias sujas só pra você não ver? Ou quando alguém tira os cabelos do ralo para você não reclamar? EU SEI que todos somos estranhos e nojentos na intimidade. Só não preciso te encontrar de samba canção coçando o saco todas as noites. Posso te encontrar de samba-canção, mas coçando o saco não. Na índia, as pessoas colocam suas melhores roupas para ficar em casa. As mulheres se maquiam, colocam suas joias, para curtir em família. Acho isso lindo. Utópico onde vivemos, mas lindo. Fala sério, não consigo nem pensar em adotar isso como estilo de vida. Mas imagine você chegando do trabalho e ter uma pessoa linda e muito bem arrumada ali, só pra te esperar? Vai ver as pessoas são mais felizes na índia, e mais livres no ocidente, não sei. Enquanto isso nos divertimos tentando descobrir…


O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver

Entre a bossa nova e o carnaval

Nunca entendi bem as pessoas que defendem o sexo apenas como algo romântico, amoroso, sublime. Pode ser sim, cada uma das três coisas, as três, ou nenhuma delas. Pode ter a ver com amor, ou não. Pode ser rápido, devagar, bom, ruim, estranho, normal. E cada forma é rapidamente detectada. Pelo menos comigo é assim. Como se eu tivesse um dispositivo de liga e desliga: estou com você porque estou afim OU estou com você porque te amo. E sim, há uma opção no meio que diz “perfeição”, ou “ambos”. Raramente o botão é sintonizado no meio, confesso. Principalmente devido a jeitos, cheiros, gostos, mãos.  Devido à breve ou longa história que posso ou não ter desenvolvido com você.


Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..


Se eu sentir que a química não aconteceu, não vou ficar emburrada. Não vou chorar. Vou continuar, tentar e tentar. Mas, temo em dizer, você não vai me ter inteira. Talvez nem pela metade.  Talvez nem sequer me vislumbre de alguma forma. Mas sexo, sexo faremos. E veja bem, sexo por sexo também é bom. Só não vem com o bônus. É pizza sem catchup, mentes que não estão em sintonia. Corpos são fáceis, se doam no primeiro carinho com unha nas costas. Mentes não. Mentes divagam e divagam procurando outras mentes similares e, quando não encontram, acham melhor fingir. E por vezes elas estão certas.

Acho que sexo com amor é ótimo, é inexplicável. Mas não é único, pelo contrário: é até meio raro. Eu diria o que? Um a cada cinco, dez? Bem, você deve ter outra opinião. E não confunda amor com gostar, com empatia, com apreço. Amor assim, todo maiúsculo, não acontece todo dia nem em toda cama. E por isso é especial. O engraçado é que, na maioria das vezes, só estamos prontas para sexo com amor, após várias tentativas nem tão românticas. Mais maluco ainda, é que sexo com amor pode não ter romance. Não ter falas bonitas. Mas uma coisa eu garanto: haverá sintonia. Não é uma questão de treino, prática ou habilidade: ou haverá, ou… bem, ou você vai ficar de bom humor por alguns dias.


Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!

É um pingo pingando, é uma conta, é um conto…

Tenho uma amiga que consegue ser, como ninguém, uma eterna criança. Quando ela está triste, fica vermelha da cabeça aos pés, porque chora doído, chora inteira. Quando ela está feliz, dá pulinhos, canta músicas, brinca com tudo que vê pela frente. Essa minha amiga, quando tem alguma dúvida, se exclui, fica quietinha. Não consegue achar soluções para os seus problemas, mas sair de cena um pouquinho é a sua solução.

Ela tem uma gaveta só de doces, um mural com lembranças que ela nem sabe quais são, deixa os amigos rabiscarem no quadro do quarto. Quando ela põe alguma ideia na cabeça, não tem conversa, não tem motivo, não tem explicação: é aquilo e ponto, porque ela sente. E mesmo que o mundo diga não inúmeras vezes, ela vai persistir. Se há alguma dúvida, aparecem diversas razões no melhor estilo “porque sim”. E o amor não é mesmo assim? Completamente sem explicação?

Minha amiga sabe seguir o oculto, aquilo que a gente sente, mas deixamos passar. Não é apenas o rubor das bochechas, o pijama de ursinhos. Ela é criança lá dentro. No coração, no espírito e em cada dedo do pé. Ela consegue conservar, sem perceber, os traços de uma infância que nunca será totalmente deixada pra trás (ainda bem). Difícil é decepcioná-la, difícil mesmo. Ela é do tipo que passa dias com um mau-humor sem ter razão, e do nada dá uma gargalhada como se nada tivesse acontecido.

Naquele coração morarão eternamente todas as fadas, as princesas e as histórias exaustivamente repetidas. O amor, no seu sentido mais puro.


E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância…


Ela é perfeita do seu jeito, entenda. E eu espero que nunca mude. nunca-nunca-nunca-infinito-duas-vezes.

Secos e molhados

Eu comentava com um amigo… que essa chuvarada toda pra mim estava uma delícia. Não sei, o cheiro, a umidade, perfeição da natureza - e olhe que não sou muito de chuvas. Enfim, durante a conversa lembrei que não sabia quando tinha sido meu último banho de chuva. E na minha memória infantil, lembrei de um banho memorável, quando minha mãe perguntou:

- Quer tomar banho de chuva?

E eu, sem acreditar:

- Mas… eu posso?

E, mais do que ter a permissão, fui encorajada, empurrada pela porta de casa. Senti cada pingo, cada segundo daquela água abençoada caindo em mim, como se fossem redentoras: liberdade, amor, natureza, Deus.

Lembro de ter voltado pra casa e de ganhar uma toalha, um abraço e a vida continuou. Mas fiquei alguns belos dias com a sensação de ter sido benzida. E tudo isso devido à minha mãe. Sei que ela é muito responsável por toda essa sensibilidade que eu carrego dentro de mim. Me ensinou a gostar de arte, de filmes antigos, me ensinou a olhar para os outros sempre com bondade, a esperar o melhor das pessoas. Mas mães também têm TPM, tem seus dias de cão. E como é fácil se apegar às memórias desses momentos.

Hoje eu vejo que aquele banho de chuva não deixou meu cérebro se bitolar com toda a rotina que a sociedade insiste em nos impor. Me ensinou que, tudo bem ficar resfriado, o importante é não deixar a alma adoecer. E até hoje, mesmo com o samba enredo que toca diariamente, eu insisto no chorinho, em ir devagar. Pode ser preguiça, pode ser que eu tenha sono… mas acho mesmo que é algo do coração.

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

O morro dos ventos fracos

Eu ainda sinto saudades, sabia? Já superei muita coisa, sou outra pessoa. Sou eu mesma. Mas sinto de vez em quando uma saudade fraquinha, uma brisa que passa bem devagarzinho no meu ouvido e lembra que você existe. Ela vem todo dia, mas não tem hora certa de chegar. Eu fico então sozinha com meus ventos, minhas lembranças bonitas.


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir


E aqui dentro, o mais dentro que existe aqui, eu sinto que um belo dia a gente vai se encontrar e se fazer um carinho, não falando nada. E o teu cabelo vai estar comprido. E vai estar calor. E ninguém vai precisar de explicação nenhuma, seremos só.. o que a gente é. E um pouquinho mais. E eu vou sentir um vento gostoso nos cabelos, e nossa…. como vai ser bom. E nossas mãos vão ter seu próprio reencontro.


Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Até esse dia, até lá, até mais.

Desabafo de uma futura panicat

Quero dizer que vocês são nojentos. De verdade. Não sinto a mínima empatia, o mínimo “estou feliz” por vocês. Vocês são podres e, sendo assim, devem mesmo se ferrar. Não quero amizade de nenhum, não quero nem o bom dia de nenhum. Não se preocupem, eu vou continuar sendo a mesma pessoa legal de sempre. Mas não com vocês, RÁ!

 

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia                                                             

 

Continuando, vou escrever o que vai acontecer: eu vou ficar muito magra e gostosa. Gostosa no sentido de “uau, melhor eu parar o carro, porque carro não atropela avião”. Gostosa a ponto das pessoas virarem quando eu passar na rua. Também vou ficar amiga de todos que vocês conhecem. E não vai ser amigo do tipo “ei eu conheço esse cara”, vai ser amigão do peito, aquele que vai falar pra vocês muito bem de mim, e depois vai dizer “ih foi mal” quando lembrar que nós três tínhamos uma relação. Para isso tudo acontecer, claro, vamos ter que conviver de alguma maneira. Na verdade, espero que o mínimo possível para que vocês desejem com todas as forças estabelecerem novamente uma relação comigo. É claro que isso não acontecerá, não haverá retomada de relação alguma, e até lá eu terei cansado de vocês e passarei com um sorriso lindo dizendo: eai!

Também aviso que a grande maioria dos homens que vocês conhecem (inclusive você, você mesmo) vão implorar pra ter relacionamentos (sérios, engraçados, enfim) comigo. E talvez eu aceite os convites de alguns. E com talvez eu quero dizer com certeza.

 

É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais

 

Além disso, vocês ficarão cada dia mais feios e todos sentirão pena de vocês porque né, a vida é assim. Eu também serei promovida a cargos que adorarei, farei trabalhos que amarei de paixão e, por fim, eu rirei na cara dos dois. Talvez eu sinta pena e ofereça um abraço amigo (sóquenão). E quando tocar baba baby na noite (espero realmente que isso aconteça), talvez eu cante olhando vocês. Ou cantarei pra mim mesma. E, pra não dizer que eu sou ruim, vou deixar você me olhar.

Sem mais, grata!

Aparecer off-line para este contato

Oi! E ai tudo bem? Tudo e vc? Tudo…

Era da tecnologia e eu confesso, sou meio viciada em internet. Não das piores, mas sou. Todo dia entro no meu facebook e olho pra barra de bate-papo: Quem estará on-line? Quem estará fingindo estar off-line? Quem vai descobrir que eu lhe bloqueei? Enfim. O tempo passa e alguns seres puxam conversa, abrem-se janelas. Outros silenciam, vão tomar um banho e deixam a janela aberta, fingindo atividades sem fim. Mas aí, em algum momento mágico, aquela pessoa que você tanto espera vem te dar oi.


Tá tudo muito bom
Tá tudo muito bem
Mas realmente
Eu preferia
Que você estivesse
Nuaaaa…


Fico pensando que grande porcaria é conversar por internet. Sem ver caras, bocas, sem sentir cheiro. Como adivinhar reações, sorrisos, gritos de animação? Como fingir entusiasmo, sarcasmo, marasmo? Em resumo, ficamos no meia-boca. Mas quem se contenta com meio tchau, meio sim, meio estranho? Meio fim. De repente o assunto acaba. E agora? Falamos de novela? O que mais podemos ter em comum além da última reportagem, da última fofoca? Eu sei, a gente ainda tem nossas coisas, podemos falar de nós.

Grande gargalhada. Deixo nossos assuntos pra mim mesma, pra quando eu estiver tomando um café e quiser resolver algumas equações. Acredito que quem gosta de conversa séria nunca comeu sorvete. Nunca tomou chopp com os amigos e nunca, nunca mesmo soube dançar. Deixo a seriedade pros casais mais antigos, mais sábios. Fico com as novelas, as novidades e nossos papos meia boca.


Amor, pede
Uma porção de batata frita
OK! você venceu
Batata frita…

Ass: eu

Então. Me dei conta de que a gente tem que se apaixonar por quem a gente conhece, senão é jogada ruim na certa. Querido, deixe-me ver, aqui estão as principais coisas que você deve saber pra me conhecer direito:

Eu adoro sopinhas de saquinho. Sei que fazem reter liquido, mas eu amo.

Eu tento seguir uma dieta maluca, mas só consigo quando tenho alguma viagem em que eu vá usar biquíne marcada, e nunca me diga coisas como “mas você pode comer isso?” se não quiser ganhar um soco.

Eu amo camisetas. Camisetões, camisetinhas, camisetas engraçadas, principalmente as de frases idiotas. Ou que eu tenha ganhado de presente. Mas de-tes-to as turísticas. Cruzes.

Não suporto gente que precisa de mim. Qualquer pessoa. Se eu sinto que tu precisa de mim pra viver, sinto muito mas eu vou sumir. Talvez pra sempre, se eu conseguir. Tenho pavor de gente me perseguindo, me agarrando toda hora, me pedindo pra fazer coisas. Credo. Gosto de saber que alguém está comigo podendo estar fazendo outras coisas, mas escolheu ficar comigo.

Tenho um lado totalmente artista. As vezes eu acordo com vontade de costurar, as vezes de ler, as vezes de pintar, as vezes de fazer camisetas, as vezes de todas essas coisas no mesmo dia.

Gosto de gente que seja autêntica nos seus gostos, mas que nunca impõe suas músicas enquanto estiver comigo. Não curto seu psymucholoko (pqp), não curto seu cavaquinho, não curto seu rockpesado. E por favor nunca mencione que ouve demi lovato. Quando eu estou por perto, me deixe escolher a música, por tudo que é mais sagrado.

Tenho problemas com acordar cedo, preciso ouvir muitas vezes o despertador ou que alguém me acorde, caso contrário eu vou dormir pra sempre ou até algum barulho realmente enlouquecedor me acordar. Isso acontece porque eu fui obrigada a acordar as 5h da manha por 4 anos e meio, então acho que meu organismo simplesmente pifou. PS: eu também uso todas as noites uma máscara pra dormir, e elas tem frases tipo “a puta está dormindo” ou são parecidos com óculos Ray ban.

Tenho um lado espiritual muito forte, não vou tentar te convencer de ter um também, mas sei que você deveria ter.  Vou te mandar vibrações positivas sempre que eu lembrar.

Uso sempre o mesmo perfume, que eu amo, mas já uso há tantos anos que nem sinto mais o cheiro em mim. Odeio trocar de perfume, odeio não saber qual é o cheiro de alguém, acho que cada pessoa tem que ter seu perfume padrão.

Eu amo ler e amo meus livros, tenho horror a livros dobrados e sujos. Adoro decorar cômodos com meus livros. Sim, com os da bruna surfistinha também. Aliás, a auto ajuda faz parte de mim muito mais do que você imagina. Eu amo ela e ela me ama.

Adoro mandar sms, acho ligar ou deixar recados na secretária eletrônica uma estupidez e AMO declarações, cartinhas, bilhetes, mensagens, inbox, qualquer coisa escrita. Mas admiro muito mais quem consegue se expressar com a fala. Eu não sou muito boa nisso. Nada boa. Aguarde post-its.

Adoro cheiro de incenso e minha hora favorita do dia é o por do sol.

Sou muito independente. Tento me controlar pra não ser grossa com quem não é, mas no fundo eu quero gritar com esse tipo de gente. Adoro levantar e preparar minhas coisas. Menos no café da manhã, quando aceito surpresas gastronomicas.

Odeio noticiários de qualquer tipo, acho um desperdício de energia e tempo ficar vendo ou lendo ou ouvindo tragédias, acho o cúmulo da falta de inteligência emocional, acho uma ignorância.

Meu quarto está sempre “sendo organizado” e raramente (raramente mesmo) eu considero que ele está perfeito, mas aí eu tenho que fazer malas e começa o ciclo outra vez.

Eu só te trato como um amigo se eu não quiser te impressionar. Se eu gostar de ti, vou tentar me esconder atrás de piadas inteligentes que eu não consigo bolar e mil sorrisos.

Se eu usar minha samba-canção com você, parabéns, somos íntimos.

Adoro gatos. Adoro alguns cachorros. Bem poucos.

Preciso ter um tempo só pra mim. Todos os dias. Adoro ficar sozinha, parece que eu respiro diferente.

Gente com senso de humor tem 100 por cento a mais de chance comigo do que gente que não sorri. Aliás, se você nunca me fez rir, nunca riu comigo ou nunca é engraçado, você nem deve existir na minha vida.

Sou uma otimista convicta. Acho que todos temos que pensar positivo, mas isso porque eu já chorei muito e por muita babaquice. Adoro optar por sorrir sempre, ao invés de contar coisas ruins. Isso na maior parte do tempo, é claro. No resto, falo muito palavrão. Foda-se.

Se acabei? Não, nunca vou acabar eu acho. Melhor parar por aqui. Já é conhecer suficiente pra uma noite não dormida.

E soaria original dizer que a gente não é normal?

Que vontade de te contar umas novidades, mesmo que eu não me lembre a última vez que você ficou escutando alguma das minhas histórias. Acho que o novo barato é ser realista, talvez não tenha jeito mesmo. Lembro de ficar escutando, deitada, você falando dos seus casos, da sua família, dos seus planos sem fim, enfim. A gente era (é?) um casal virado, loucos de pedra. Você falava pelos cotovelos, eu queria acabar o assunto e ir logo ao que interessava. Você secava o cabelo durante horas, eu queria que o barulho acabasse logo pra poder voltar a dormir. Você arrumava, eu desarrumava. Você se maquiava pra viver, eu ia ler um livro.Você voltava, eu ia, e aí a gente se encontrava no meio, dava uns amassos, uns abraços, abria a janela pra entrar um ar. Somos assim, fomos, fazer o que. Acho até legal.


Você e eu somos um caso sério
Dose dupla
Românticos de Cuba Libre
Misto-quente
Sanduíche de gente 



Na madrugada a gente se entendia, pra mim isso importava. Bastava. Pra você nem sempre. Adoramos beber, festas, jantar com gente diferente. Fora da casinha, seilá, só vivendo pra saber. Engraçado é que você foi o meu caso mais sério, sem ser! Já tive declarações, comemorações, empurrões… mas com você, o que posso dizer? Era cama, mesa e banho. Assim completo, com seu cortador de unhas e tudo. Te descobri e gostei. Da próxima vez que eu te vir, juro que vou direto ao que interessa. Enquanto eu descubro o que é, quem sabe a gente possa curtir o cangote, o cheiro, o sorriso de outros que me lembrem você, que te lembrem eu.. Te encontro em algum sonho que com certeza vou ter, e até lá.. au revoir pra você!


Ai, que coisa boa
À meia-luz, à sós, à toa


Sobre felinos, celulares e outras espécies desconhecidas…

Acho engraçado isso que acontece com todos os homens, vez que outra. Entram em colapso, ficam off-line, off-redes sociais, off-vida afetiva. Não sei como nem porque, mas o fato é que acontece de vez em quando. É como aqueles temporais com trovões que tremem tudo e nos fazem (nós, mulherzinhas) morrer de medo. São episódios quase raros, eu diria, mas como 2 e 2 são 4, vão acontecer. Mais cedo ou mais tarde. Nesses dias (ou horas, depende das constelações) nossos Pedros ficam encarando a TV, por horas. Os Felipes não atendem o celular. Os Flávios e Luizes simplesmente somem, sem dizer nada, e esses sim podem levar mais tempo até voltarem à realidade e responderem um sms mandado há… quanto tempo mesmo? Enfim. Parece que todo homem vem com uma bateria acoplada, e que de vez em quando precisam recarregar. Isso envolve não dizer nada, nem mesmo uma palavrinha, por horas a fio. Se alienar das redes sociais, dos telefones, das pessoas, do mundo. Os Ricardos tocam gaita. Os Marcos assistem a vários jogos de futebol em série. E alguns Vitors nos deixam com uma pulga (parece mais um besouro) atrás da orelha: onde será que ele está?


Eu sou homem com H
E com H sou muito home
Se você quer duvidar
Olhe bem pelo meu nome


Lemos manuais, perguntamos às amigas, tentamos e tentamos entender o comportamento masculino… Mas ninguém tinha se preparado para a falta de comportamento! Esses seres totalmente alienígenas com os quais tentamos lidar, os homens com H maiúsculo (um amigay JA-MAIS ficaria longe de seus blackberrys, notebooks e conversas por mais de meio segundo) nos pegam totalmente desprevenidas, e o que nós fazemos? Entramos em pânico é claro. Não digo pânico (digo sim), mas é como se estivéssemos dentro de um quebra cabeça daqueles impossíveis, que todas as peças são azuis e nenhuma se encaixa no finalzinho da nuvem do lado do castelo. É como se andássemos com um ponto de interrogação na testa cada vez que pensássemos no nosso dito-cujo. O desaparecido. O que fazer? Tentar contato por fumaça? Espalhar cartazes pela cidade? Beijar na boca do porteiro pra ver o que acontece? Cada qual com sua tática, eu prefiro a esteira. Ok, o vinho também funciona muitíssimo bem. O fato é que lá pela segunda taça o porteiro realmente parece um cara interessante.

Perigo!

É incrível, bem quando paramos de procurar, aí então eles aparecem. Como se fossem normais, é claro. Com sorrisos e até abraços. Confesso que já tive meus standbyes, já deixei muita gente me procurando e, alguns, ainda não me encontraram. Ganham de presente um “não atender” salvo no celular, simples assim. Mas quando se trata dos nossos escolhidos, dos nossos casos de amor (você sabe quais), é tão difícil, não? Vai, desapega! O amor é livre! Bobagem. Somos leoas que estão sempre em atividade. Não nos peçam para deitar, rolar e fingir de morto. Isso deixamos pra cachorras e outros animais que podem ser domesticados…


Homem Primata
Capitalsimo Selvagem
Eu me perdi na selva de pedra
Eu me perdi, eu me perdi